Lev – Saraiva

Olá, Pessoal!

Hoje vim contar pra vocês como está sendo minha experiência com o e-reader Lev, da Saraiva.

Sempre tive um pouco de resistência em ler e-books. Exceto pela Série Jogos Vorazes (que baixei no celular assim que saí do cinema, rs), comecei a  ler pelo celular no início desse ano, pela praticidade de carregar os livros sempre comigo. Meu celular é o Iphone 5 C, eu lia pelo ibooks ,que é um programa ótimo, diga-se de passagem, porém é um celular pequeno.

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Com o meu aniversário em maio se aproximando, tive a ideia de pedir de presente um e-reader, já que estava me acostumando a ler livros digitais. Então perguntei para a minha irmã, Jessica, que trabalha na Saraiva e também faz parte do blog, qual seria o melhor para se adquirir. Ele de pronto me indicou o Lev. Podem dizer que é porque ela trabalha lá e também não estou aqui pra comparar os modelos da concorrência, pois sei que alguns te prendem a livros exclusivamente comprados no site deles, mas o fato é que estou amando. Abaixo listo pra vocês os prós e os contras do Lev- Saraiva:

VANTAGENS

  • Pesa 190 g e você carrega dentro dele milhares de livros. Sem peso extra na sua bolsa;
  • Memória de 4GB, expansível por cartão de memória até 32GB;
  • A bateria é recarregável por USB e dura horrores. Não há risco de ser pego desprevenido do meio da leitura do livro. Se utilizar com a luz apagada, dura mais ainda;
  • Tela de 6″, bem maior que um celular e pouco menor que um livro;
  • Você pode baixar livros de qualquer lugar no computador e passar para o Lev via USB ou comprar direto da Saraiva no próprio Lev por Wi-fi;
  • A tela parece um papel, sem ter o reflexo que tem no celular, o fundo é opaco;
  • Permite anotações, marcar a página ou trecho favorito;
  • Te mostra quanto ainda falta pra terminar a leitura em horas, percentual e páginas;
  • Clicando numa palavra específica, te leva diretamente pro significado dela no dicionário que já vem instalado. Isso é perfeito também para quem quer ler livros em outras línguas. Tentei várias vezes, mas com o livro físico, tinha que carregar um dicionário inglês-português junto, que no leve também tem.
  • Quer ler no ônibus escuro ou não quer ler até tarde para não ficar incomodando as pessoas com a luz ligada? O Lev tem a opção com luz (a que tenho) para estes momentos. Mas se você só lê na claridade, compre o sem luz que é mais barato;
  • Se você parar a leitura do livro ou abrir um outro ou entrar no site da Saraiva, o livro estará marcado onde você parou.

DESVANTAGENS

  • É preto e branco. Não tem aquela magia de apreciar a capa, abraçar o livro, cheirar etc;
  • O marcador nem sempre marca o trecho completo da primeira vez, é um pouco lento;

Como vocês viram, achei poucas desvantagens, que nem um pouco me incomodam. Estou adorando, to lendo até mais, porque fico com ele na cama até pegar no sono e levo pra tudo quanto é canto.

Atualmente  o preço é R$ 399,00 com Luz e R$ 299,00 sem luz, mas se puderem adquiram o com luz.

Espero ter ajudado quem está na dúvida se compra ou não um e-reader ou apresentado esse aparelho pra quem não conhecia.

Beijos!

 

 

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Proibido

Olá, Leitores!

A resenha de hoje é do livro “Proibido”, da autora Tabitha Suzuma, publicado pela editora Valentina.

 

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Esse livro é mais um da série “Por que a autora faz isso com a gente?”. Vou tentar descrever o que senti lendo, apesar de difícil explicar em palavras,mas antes vamos à sinopse:

“Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de
uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.

Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.

Eles são irmão e irmã.

Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.”

A história é narrada alternadamente por Maya e Lochan. Eles são os irmãos mais velhos de uma família de cinco filhos. Desde muito cedo, eles tratam os irmãos mais novos, Kit, de 13, Tiffin, de 8 e Willa, de 5, como filhos. O pai os abandonou para viver com outra mulher e a mãe desde então, gasta a maior parte do dinheiro com roupas e presentes para impressionar os namorados que arruma, além de beber muito e quase não ficar em casa. Maya e Lochan são os pilares desta família.

A família não é extremamente pobre, mas seus membros são privados de uma vida melhor. Lochan é extremamente inteligente, mas pensa em cursar uma faculdade próxima à sua casa para continuar cuidando de seus irmãos. Sofre de ansiedade social e ataques de pânico. Não tem amigos. Apenas responsabilidades como “pai de família” e Maya, a única que entende os sacrifícios que tem que fazer.

Quando me indicaram este livro, recebi um breve resumo da história: Um incesto entre irmãos que sempre viveram juntos. Mas como? Como é possível você viver 16, 17 anos com alguém que é da sua família e de repente se apaixonar? Já vi histórias de irmãos que não se conheciam, irmãos postiços, mas irmãos de pai e mãe que sempre estiveram sob o mesmo teto?

A autora nos mostra que a grande lição deste livro é não julgar a situação sem conhecer o que levou a tal ponto.

Lendo o livro entendemos o porquê dessa paixão surgir entre dois irmãos. Eles nunca puderam ter essa relação de irmão para irmão. Sempre foram dois parceiros criando filhos. Não tiveram a oportunidade de brincar, de ter alguém cuidando deles. A preocupação sempre foi os irmãos mais novos. Maya e Lochan tem praticamente a mesma idade, assumiram esse papel juntos. Daí não cabe a nós julgar o que aconteceu.

O livro aborda a questão “incesto” de uma forma sutil, mas a leitura é bem pesada. Não pesada de ter um conteúdo explícito e chocante, mas na carga emocional que ele nos proporciona. Já no meio do livro, me peguei numa atividade qualquer da vida angustiada e de repente me vi me perguntando o que estava me preocupando. Era a história. Ela não nos deixa, ela fica na nossa cabeça, nos faz estar no lugar de Maya ou de Lochan. Tanto que todos os conflitos internos vividos pelos personagens, desde a descoberta desse amor, até o dilema entre seguir em frente e enfrentar os riscos ou não, podem ser sentidos pelo leitor pela forma que a história foi escrita. Eu diria que o livro é uma experiência psicológica.

“Ele sempre foi tão mais do que apenas um irmão. Ele é minha alma gêmea, meu oxigênio, a razão pela qual espero com ansiedade pelo momento de acordar todos os dias” – MAYA

O livro é romântico, fofo, excitante, angustiante, questionador, triste e tudo o mais que se pode sentir através da leitura.

Sobre o final, foi inesperado e muito triste! Quando estava no fim da leitura, faltando pouco menos de trinta páginas e vi pra onde a história estava encaminhando, parei. Simplesmente não quis encarar, fiquei com medo do que estava prestes a acontecer. E preciso dizer que depois que retomei a leitura, terminei o livro com o coração em pedaços. Mas o final mostrou todo o amor que os irmãos tinham por aquela família, todo o temor pela separação dos irmãos caso a assistência social descobrisse a negligência dos pais.

“Como uma coisa tão errada pode parecer tão certa?” é a pergunta que ilustra a capa do livro, que por sinal é belíssima. Minha resposta é que pra mim não teve certo nem errado, mas que foi uma situação compreensível, o mundo de Lochan era Maya. Confesso que me vi torcendo por um final feliz, por uma vida com  Maya e Lochan.

“Mas sei que é ridículo, absurdo demais até pensar nisso. Nós não somos assim. Não somos doentios. Somos apenas um irmão e uma irmã que por acaso também são os melhores amigos um do outro. É assim que sempre foi entre nós dois. Não posso perder isso, ou não vou sobreviver” – MAYA

Tabitha abordou um tema diferente, que pelo menos eu nunca tinha lido nada parecido, o que é ótimo, é original, nos leva a uma situação totalmente nova para muitos. O livro me marcou de uma forma positiva, pois sempre vai me fazer pensar na história por trás de tudo.

Sem dúvida foi o livro mais triste que li esse ano (e olha que li “Como eu era antes de você” e “Mentirosos”).

Proibido é um bom livro para ler e discutir.

Fico por aqui, ainda nesta ressaca literária que esse livro causou.

“Você pode fechar os olhos para as coisas que não quer ver, mas não pode fechar o coração para as coisas que não quer sentir” – ANÔNIMO

Beijos!

P.S.: Ainda amo você

Olá!

Já falei pra vocês o quanto amei ” Para todos os garotos que já amei” da Jenny Han. Se você não viu a resenha ou ainda não leu o livro, clique aqui .

“P.S. Ainda Amo Você” é o segundo livro da série.

 

Sinopse: Agora, em P.S.: Ainda amo você, Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam.
Uma história delicada e comovente que vai mostrar que se apaixonar é a parte fácil: emocionante mesmo é o que vem depois.

Bem, preciso dizer que Jenny Han foi linear ao se manter fiel à história, com coerência e seguindo o mesmo estilo de escrita. Desta vez eu diria que ela escreveu o manual de como funciona uma adolescente. Acho que a autora se aproxima de seus leitores quando coloca no papel situações atuais e presentes na realidade dos jovens, como o cyberbullying, o primeiro relacionamento, como se portar com os amigos quando  se está namorando,como separar a amizade do amor, primeiras brigas, divórcios em família etc.

Em comparação ao primeiro livro, neste ficou muito mais claro o amadurecimento de Lara Jean e também de Kitty, que já não é vista pela sua irmã como uma criancinha e sim como um a pré-adolescente que é, inclusive participando dos dilemas adolescentes da irmã.

Não sei se ambos os livros foram escritos de uma vez, mas achei sensacional deixar o John, destinatário de uma das cartas para o segundo livro. Além de gerar mais assunto, dividiu mais uma vez a história num triângulo amoroso, dando a oportunidade de o público mudar de ideia quanto ao crush favorito. Peter é e sempre será o meu, mas adorei o John também, é o típico sonho da menina em busca de seu primeiro amor.

“Talvez as coisas muito, muito boas não sejam feitas para durar tanto tempo; talvez seja o que as torna mais doces, o fato de serem temporárias.” (pág. 199)

O livro é mais grosso que o primeiro (304 contra 160 páginas), mas não é nenhum pouco entediante nem cansativo. Pelo contrário, nas últimas 150 páginas, me fez ficar até 3:00 hs lendo.

Espero sinceramente que, como a Jenny Han divulgou essa semana, saia o terceiro livro. Ela disse que não faria outro se não tivesse mais a contar sobre Lara Jean, então fico na expectativa de um terceiro livro com a mesma qualidade dos dois primeiros. Quem sabe as próximas histórias não sejam com a primeira vez de Lara ou com a ida para a faculdade? Vamos esperar!

 

 

 

 

Para todos os garotos que já amei: Resenha

Olá, Leitores!

Hoje eu venho fazer a Resenha do livro “Para todos os garotos que já amei”, da autora Jenny Han, editora Intrínseca.

para-todos-os-garotos-q-ja-amei“Começos são sempre melhores que términos” (pág. 37)

 

Primeiro de tudo, gostaria de dizer que o que me fez ficar interessada no livro foi ter visto a o marcador da sequência “P.S. Ainda amo você”. Fui pesquisar a história e achei esse livro. Sem dúvida, a capa me chamou atenção de cara: Uma fotografia da personagem (confesso que prefiro quando elas já tem um rosto do que ficar imaginando e depois inventam de lançar o filme e não tem nada a ver) com o título com uma letra específica me remeteu à adolescência. Depois da capa, a sinopse:

“Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos. Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar”

No começo do livro, logo nas primeiras páginas, admito que achei que o livro ia ser parado que ia acabar terminando só porque tinha começado, que ia ser bem infantil… Engano meu! Gente, eu juro pra vocês que meu desejo agora era ter um canal no Youtube só pra ficar falando sobre esse livro de tão encantada que fiquei!!!  To aqui escolhendo as melhores palavras pra expressar!

A Lara Jean, tem 16 anos e vive com suas irmãs Margot, de 18 e Kitty de 9, ela é descendente de coreanos por parte da mãe que faleceu há alguns anos, então o pai as cria sozinho, porém a Margot, por ser mais velha, acaba tomando a responsabilidade de mãe da irmãs. Mas agora ela vai para a faculdade na Escócia e Lara entende que passa a ser responsável pelas atividades de Margot. Esse é o primeiro assunto tratado pela autora: o amadurecimento prematuro das irmãs, até mesmo da Kitty, que se mostra uma pessoa com personalidade de uma menina acima de sua idade.

Após a partida de Margot, ela também se dá conta que ainda ama Josh, último namorado da irmã, amigo da família e também o amor de Kitty. Ele é o destinatário de uma das cartas.

Agora, vamos as cartas! Lara, quando deixa de amar um menino, faz uma carta para dar ponto final à história, mas não as envia. É mais um desabafo, um jeito de enterrar o que ela sentia. Um dia, o garoto mais popular do colégio e também o garoto que roubou seu primeiro beijo, Peter, a aborda, falando frases da carta que ela escreveu e então ela se dá conta que alguém enviou. Chega em casa e descobre que todas foram enviadas. A situação em si já é constrangedora (se eu tivesse a idade da Lara, mudava de escola) e tudo só piora quando ela se da conta de que Josh receber a carta pode trazer problemas, para ela e sua relação com a irmã. Para sair dessa, Lara vai se meter numa confusão maior ainda, envolvendo outro destinatário das cartas.

O centro da história é  como a Lara aprende a resolver as coisas sozinha, descobre que não precisa de alguém para ajudar em tudo. Mostra a união da família, as escolhas que a personagem tem que fazer para mantê-la unida. E em meio à tudo isso, ela aprende o que realmente é o amor.

“O amor é assustador; ele se transforma; ele murcha. Faz parte do risco” (pág. 186)

O livro é sem dúvida uma comédia romântica, com muito drama adolescente. Ri muito com a Lara! É bem clichê: Tem o casal popular, a menina quieta (LARA), o amor impossível, a irmã perfeita…  Clichê que está virando raridade, pois a moda atual são os livros com fantasia, mundos paralelos, realidades futuristas (coisas que também adoro). E é por isso que é bom! É o tipo de história que você não quer que acabe. Os personagens são a cereja do bolo! Juro que voltei uns anos, na minha época de ensino médio e senti todas as coisas que a Lara sentiu. A linguagem é bem atual, jovem. Parece realmente que a Lara de 16 anos que fez um diário e publicou!

Não vou dar spoiler, até porque o livro tem continuação, a história não termina por aqui, mas meu personagem favorito é o Peter: bem irônico, mas não é forçado, nem faz tipo. Vontade de levá-lo pra casa.

Não é o livro que é o destaque de todos os tempos, um clássico… Mas é algo para saborear, para ter um bom  momento de leitura e viagem.

Jenny Han, é nítido que o público alvo do seu livro são os adolescentes, mas você me conquistou!

Amei!!!!

“Não preciso ter medo de despedidas, porque elas não precisam ser para sempre” (pág. 187)

 

 

A garota no trem: Resenha

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Não sei vocês, mas livros com mistério, do tipo “Quem matou?” me atraem muito. Sou suspeita pra falar, pois por muito tempo fui viciada em Ágatha Christie que, pra mim,é a melhor no gênero.

Foi nessa vontade de sentir essa ansiedade por um final inesperado, que resolvi ler “A garota no trem”, de Paula Hawkins, publicado pela Editora Record. Confesso que já tinha o livro no meu aplicativo do ibook, depois passei pro LEV. Mas foi só saber que o trailer tinha sido divulgado que me apressei a ler.

Vamos ao livro:

Rachel é uma mulher sozinha, que sofre com a rejeição, pois seu ex-marido Tom a trocou por Anna, após ela ter se afundado no vício em álcool. Cada dia é mais difícil controlar a vontade de beber e esse também é o motivo de se isolar no seu quarto, apesar de dividir o apartamento com sua amiga Cathy. Para evitar ser alvo de piedade e mais constrangimentos, Rachel sai todos os para pegar o trem, fazendo Cathy achar que ela ainda trabalha, apesar de ter sido demitida meses atrás em mais um episódio ocasionado pelo alcool. Nestas viagens de trem, ela observa atentamente a vida de uma casal em particular, cuja casa fica em frente aos trilhos.

O livro não é narrado apenas por Rachel. Ainda há duas narradoras: Anna, a nova esposa de Tom e Megan, a ex-babá do casal.

A notícia do sumiço de Megan é o ponto central da história e a narração simultânea das três personagens nos mostra aos poucos que elas têm mais em comum do que podem imaginar.

A personagem que mais me deu expectativas foi Rachel, talvez a mais sofredora da história e que causa pena e empatia no leitor. Por muitas vezes, nos faz odiar Anna por ter tomado sua casa, seu marido e a vida que Rachel gostaria de ter. Suas perdas de memória recorrente causadas pela bebida nos faz imaginar em que parte da história Rachel está. A própria personagem não sabe como o sumiço de Megan pode ter relação com os últimos dias da sua vida. Sua aproximação ao marido de Megan nos faz questionar se é motivada por sua carência ou por suas dúvidas.

Megan também mostra seus conflitos psicológicos, tendo problemas para dormir, mesmo ao lado de seu marido Scott que a ama. Também há um mistério em torno do que a faz perder o sono.

Anna causa inveja em Rachel com sua vida perfeita. Seu único problema são as recorrentes visitas e ligações de Rachel para Tom.

Gostei bastante do livro, pois imaginei várias possibilidades, mudei de ideia quanto aos personagens, ora sentindo empatia, ora sentindo raiva. Talvez a mensagem mais importante do livro foi como nem sempre podemos agir levando em conta nossos sentimentos. Ele mostra o amor de diversas formas, de diversos ângulos. E foca bastante no perfil psicológico dos personagens. No entanto, confesso que dentre tudo que imaginei, o final não passou pela minha cabeça, pois pra mim foi o final óbvio que poderia se pensar numa história assim. Ainda assim, estou ansiosa pra ver tudo transformado em filme.

Indico que todos leiam, pois o estilo da narrativa cativa, não é cansativo. A cada instante parece que estamos mais perto do final, então tudo muda de lado. Esses são alguns dos pontos positivos do livro.

No geral, dou uma nota 8,5!

 

 

Saga A Maldição do Tigre: Resenha

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Para quem ainda não leu esta saga, A Maldição do Tigre conta a história de Kelsey Hayes, jovem que decide trabalhar num circo alimentando o Tigre Branco Ren. O que ela ainda não sabe é que Ren é Dhiren, um príncipe indiano que está aprisionado no corpo do animal há alguns séculos e logo a menina vai embarcar numa jornada em busca da liberade de Ren e seu irmão Kishan. Para isso, contará com a ajuda da Deusa Durga e do Sr. Kadam, que cuida do patrimônio da família dos Tigres, para decifrar mensagens secretas em busca de novas orientações e desafios a enfrentar. Durante toda a saga, os Tigres tem o poder de se transformarem em humanos cada vez por mais tempo, de acordo com as tarefas que forem cumprindo. E é lógico que Ren e Kishan como humanos irão lutar pela atenção e pelo amor de Kelsey. Afinal, o que é uma Saga de sucesso sem um triângulo amoroso?

Esta saga instiga, principalmente quem curte mitologia, pois é o diferencial da história. Durante toda a leitura me questionava sobre o trabalho que a autora Colleen Houck teve com pesquisas sobre mitologia para montar este conto.

Bom, isso é o que você precisa saber se ainda está decidindo se lê ou não. Agora, se você já leu, pode continuar esta resenha, pois vou compartilhar contigo o que achei dos quatro livros.

 

O QUE ACHEI? (CONTÉM SPOILERS)

 

O primeiro livro, A Maldição do Tigre, li rapidamente, pois confesso que minha curiosidade inicial era saber como os tigres se transformavam. É nesse livro também que conhecemos mais a Kelsey. O livro gira em torno de Kelsey e Ren e a química que surge entre os dois desde que ela a conhece como tigre.

O segundo livro, O Resgate do Tigre, é definitivamente o meu favorito. Por quê? Primeiro porque começa bem humorado com Kelsey tentando uma vida nova tentando esquecer Ren, saindo com vários rapazes. Mas então Ren ressurge e fica naquela provocação de quem aguenta resistir por mais tempo. Quando ela finalmente dá o braço a torcer, Ren é capturado por Lokesh e então Kelsey continua sua jornada entre lugares distantes e figuras mitológicas junto a Kishan. Sim, Kishan é o meu favorito! Na minha cabeça ele é mais bonito, mais divertido… Adoro quando ele banca o atrevido com a Kelsey.

Em A Viagem do Tigre, a leitura já começou a ficar mais lenta, pois fica difícil assimilar tanta informação (nomes de Deuses, mensagens subliminares etc), então tive que ler bem tranquila, sem pressa. Nessa parte dá impressão que a Kelsey pode desistir a qualquer momento. Eu desistiria ao encontrar qualquer um dos cinco dragões. Achei os trabalhos mais difíceis que ela teve que enfrentar.

Finalmente, em o Destino do Tigre, é que tudo fica claro (apesar de eu ter achado a morte do Kadan desnecessária, mas sempre tem que ter um drama). Demorei bastante pra ler este último livro, mas depois do meio, as perguntas vão sendo respondidas. Colleen foi brilhante ao fazer a viagem no tempo, colocando Kelsey como personagem essencial na transformação de Anamika em Durga. Foi então que entendi o porquê dos empréstimos e presentes de Durga a Kelsey, o porquê dela ter que passar por tudo que passou e foi como foi explicada a escolha de Kelsey por Ren (mesmo que em toda saga tenha ficado claro que ele era o favorito dela),  já que na verdade Kishan era Damon, o tigre de Durga. Também achei lindo como foi esclarecida a visão que Kishan teve no segundo livro, de Kelsey com um bebê no colo.

Ao final dos livros, a sensação é que a autora soube muito bem o que queria desde o começo e não fez quatro livros apenas para vender após o sucesso do primeiro.

Ainda tem A Promessa do Tigre, conto sobre Yesubai, primeiro amor de Kishan e filha do feiticeiro Lokesh. Não li, mas em breve vou ler e prometo um novo post sobre ele.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Coroa (Kiera Cass): Resenha

 

 

Vamos começar nosso blog com a resenha deste lançamento fresquinho: A Coroa.

a-coroaO livro há muito tempo vem sendo aguardado para dar uma conclusão para a coleção “A Seleção”, escrito pela autora Kiera Cass.

Enquanto A Seleção, A Elite e A Escolha, três primeiros livros da série, contam a história do triângulo amoroso Maxon (o príncipe), America e Aspen, no meio de uma competição entre 35 moças competindo pelo título de princesa e esposa de Maxon, A Herdeira, o quarto livro, se passa anos depois, com a filha de Maxon, Eadlyn, tendo que escolher entre 35 rapazes, quem será seu futuro marido. O livro termina num ponto crucial, onde sua mãe sofre um infarto e não temos pista alguma sobre quem será o escolhido de Eadlyn, já que ela, que nem mesmo queria continuar com a seleção, agora acha em todos alguma coisa que a pode fazer se apaixonar.

A Coroa é a continuação de A Herdeira. Vejam a sinopse da editora:

“Em A herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria Seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil — e importante — do que esperava.”

 

O QUE EU ACHEI? 

 

Começando pelo grande suspense que foi o infarto de America: acho que A Coroa deu pouco foco a esse acontecimento, tratou como um fato qualquer. Porém com a leitura do livro podemos entender o porquê da Kiera ter feito isso com a America. Aliás, ela conseguiu amarrar bem a série, juntando as peças do quebra-cabeça ao longo do livro.

O ponto principal deste último livro, com certeza foi o amadurecimento de Eadlyn, que passou de menina mimada e egoísta, a uma garota responsável, preocupada com todos e principalmente que aprendeu a valorizar sua família e enxergar além das aparências da vida no Palácio.

Também temos neste livro a introdução de um novo personagem: Marid (mais um com nome estranho, rs), herdeiro da família Illéa que volta à vida dos Schreave na tentativa de controlar o povo e acaba sendo pivô de rumores de um possível novo romance extra-seleção.

Também teve mistérios em torno do selecionado Hale, da Srta. Brice e finalmente consegui gostar da Josie.

Gostei muito do livro, pois a autora conseguiu dar um bom desfecho à série. Não sei como a Kiera consegue, mas em todos os livros dela eu começo a ler e termino rapidamente sem nem perceber, pois é uma leitura fácil que vai te levando.

Enfim, não deixou a desejar, não ficou faltando. Há boatos que a Kiera possa escrever um próximo livro. Sinceramente acho que valeria a pena um novo livro de contos com as historias de Srta. Brice, Marid, Kile e Ahren.

 

OPINIÃO COM SPOILER

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Ainda não superei o final, gostaria muito que a Eadlyn ficasse com o Kile. Eu sempre fui #TeamKile!!! Ficava desesperada por um encontro de Kile e Eadlyn em “A Herdeira”.  Porém gostei da Kiera ter mudado e colocado alguém que não estava participando da Seleção, pois trouxe a história mais para a relalidade, não se tornou mais um conto de fadas, nem tornou a vida da Eadlyn uma releitura de Maxon e America.

E o Marid? Nunca me enganou. Sabia que era interesse puro desde o começo…

A Kiera também foi bem esperta ao arranjar uma amante para o rei Clarkson. Não sei vocês, mas achei o Clarkson de “Felizes Para Sempre” uma pessoa totalmente diferente do personagem de “A Seleção”. Essa revelação de que ele não era esse homem nem mesmo com a rainha fez mais sentido pra mim.

E vocês, gostaram do final?