A garota no trem: Resenha

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Não sei vocês, mas livros com mistério, do tipo “Quem matou?” me atraem muito. Sou suspeita pra falar, pois por muito tempo fui viciada em Ágatha Christie que, pra mim,é a melhor no gênero.

Foi nessa vontade de sentir essa ansiedade por um final inesperado, que resolvi ler “A garota no trem”, de Paula Hawkins, publicado pela Editora Record. Confesso que já tinha o livro no meu aplicativo do ibook, depois passei pro LEV. Mas foi só saber que o trailer tinha sido divulgado que me apressei a ler.

Vamos ao livro:

Rachel é uma mulher sozinha, que sofre com a rejeição, pois seu ex-marido Tom a trocou por Anna, após ela ter se afundado no vício em álcool. Cada dia é mais difícil controlar a vontade de beber e esse também é o motivo de se isolar no seu quarto, apesar de dividir o apartamento com sua amiga Cathy. Para evitar ser alvo de piedade e mais constrangimentos, Rachel sai todos os para pegar o trem, fazendo Cathy achar que ela ainda trabalha, apesar de ter sido demitida meses atrás em mais um episódio ocasionado pelo alcool. Nestas viagens de trem, ela observa atentamente a vida de uma casal em particular, cuja casa fica em frente aos trilhos.

O livro não é narrado apenas por Rachel. Ainda há duas narradoras: Anna, a nova esposa de Tom e Megan, a ex-babá do casal.

A notícia do sumiço de Megan é o ponto central da história e a narração simultânea das três personagens nos mostra aos poucos que elas têm mais em comum do que podem imaginar.

A personagem que mais me deu expectativas foi Rachel, talvez a mais sofredora da história e que causa pena e empatia no leitor. Por muitas vezes, nos faz odiar Anna por ter tomado sua casa, seu marido e a vida que Rachel gostaria de ter. Suas perdas de memória recorrente causadas pela bebida nos faz imaginar em que parte da história Rachel está. A própria personagem não sabe como o sumiço de Megan pode ter relação com os últimos dias da sua vida. Sua aproximação ao marido de Megan nos faz questionar se é motivada por sua carência ou por suas dúvidas.

Megan também mostra seus conflitos psicológicos, tendo problemas para dormir, mesmo ao lado de seu marido Scott que a ama. Também há um mistério em torno do que a faz perder o sono.

Anna causa inveja em Rachel com sua vida perfeita. Seu único problema são as recorrentes visitas e ligações de Rachel para Tom.

Gostei bastante do livro, pois imaginei várias possibilidades, mudei de ideia quanto aos personagens, ora sentindo empatia, ora sentindo raiva. Talvez a mensagem mais importante do livro foi como nem sempre podemos agir levando em conta nossos sentimentos. Ele mostra o amor de diversas formas, de diversos ângulos. E foca bastante no perfil psicológico dos personagens. No entanto, confesso que dentre tudo que imaginei, o final não passou pela minha cabeça, pois pra mim foi o final óbvio que poderia se pensar numa história assim. Ainda assim, estou ansiosa pra ver tudo transformado em filme.

Indico que todos leiam, pois o estilo da narrativa cativa, não é cansativo. A cada instante parece que estamos mais perto do final, então tudo muda de lado. Esses são alguns dos pontos positivos do livro.

No geral, dou uma nota 8,5!

 

 

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