As Gêmeas do Gelo

 E aí, Pessoal?

A resenha de hoje é o thriller psicológico “As Gêmeas do Gelo”, que recebemos no Mochilão Record. O livro foi escrito por S.K. Tremayne, que é um pseudônimo de um jornalista britânico.

IMG_8531

Não tinha ouvido falar do livro até ganhar, mas o próprio pessoal da Record falou muito bem, inclusive dizendo ser  melhor que “A Garota no trem”. Como adoro um suspense, resolvi colocar na minha lista de leitura. Vejam a sinopse:

“Um thriller psicológico aterrorizante perfeito para os fãs de A Garota no Trem. Um ano depois de Lydia, uma de suas filhas gêmeas idênticas, morrer em um acidente, Angus e Sarah Moorcroft se mudam para a pequena ilha escocesa que Angus herdou da avó, na esperança de conseguirem juntar os pedaços de suas vidas destroçadas. Mas quando sua filha sobrevivente, Kirstie, afirma que eles estão confundindo a sua identidade — que ela é, na verdade, Lydia — o mundo deles desaba mais uma vez. Quando uma violenta tempestade deixa Sarah e Kirstie (ou será Lydia?) confinadas naquela ilha, a mãe é torturada pelo passado — o que realmente aconteceu naquele dia fatídico, em que uma de suas filhas morreu?”

O título do livro faz menção ao dia mais frio do ano, que foi a data do nascimento das gêmeas e a cor de seus cabelos, brancos como neve.

O livro é narrado alternadamente por Sarah, a mãe das meninas, contando sua visão, e em terceira pessoa, contando os acontecimentos do dia a dia do pai, Angus. Não entendi porque o Angus não narrou estas partes. Talvez tenha sido intenção do escritor enfatizar o sentimento da mãe no meio disso tudo.

Lydia morreu numa noite em que as gêmeas estavam na casa dos pais de Sarah, só as três, e de repente Sarah ouve um grito de Kirsten. A menina gritava na sacada que Lydia tinha caído.

Um ano depois, decidindo recomeçar suas vidas, o casal resolve se mudar com a sua filha Kirsten para uma pequena ilha na Escócia, que Angus herdou de sua avó. A casa está bem acabada e precisa de sérios reparos, mas eles partem esperançosos de diminuírem a dor que sentem pela perda.

“Todo amor é uma forma de suicídio”

Logo no primeiro capítulo, numa conversa entre Sarah e Kirsten, a menina pergunta pra mãe porque ela a chama de Kirsten, já que ela é a Lydia e quem morreu, na verdade, foi a Kirsten. Daí o livro começa a explorar a confusão junto com as adaptações de uma nova vida da família. Kirsten (ou seria Lydia?), além dessa afirmação, às vezes refere-se a si mesma como “nós”, algumas vezes diz brincar com a irmã e surgem no leitor (e nos pais da menina) algumas dúvidas: 1)Foi cometido um engano quanto à identidade da gêmea que morreu? Afinal a única garantia que foi Lydia quem morreu foi sua irmã gritando seu nome na hora da queda; 2)Estaria a gêmea morta habitando o corpo da gêmea que restou?; 3)Estaria a menina mentindo ou confusa sobre a morte da irmã? 4)O fantasma da gêmea morta aparece para a irmã?

O livro vai te levando a vários caminhos, várias expectativas e o leitor vivencia o psicológico da mãe bem abalado com toda essa situação, o pai tentando salvar sua família e a filha sofrendo para ser compreendida. Também tem algumas fotos para ajudar o leitor a construir a imagem dessa casa sombria que os personagens passam a viver.

Tive várias ideias de como seria o final, que acabou sendo um pouco de cada coisa que passou pela minha cabeça, rs, apesar de eu ter achado que o livro não teve muita oscilação nos sentimentos que provocaram. Em toda a leitura fiquei apreensiva, porém não há uma parte que eu tenha considerado o ápice da história.

No desfecho da história, voltei algumas páginas para reler e entender melhor, rs. Tem que ler com calma, pois às vezes até o leitor fica perdido.

O livro foi bom, teve um enredo diferente e recomendo a todos.  Gostei bastante da escrita do autor e o jeito que ela te prende.

Até mais!

Anúncios