Não Pare! – FML Pepper

Oi, pessoal!

Hoje eu trago pra vocês mais uma resenha nacional! O livro escolhido foi “Não Pare” da FML Pepper!

Acompanhem a sinopse:

Quem acompanha a FML sabe que ela é uma pessoa super alegre, tem um jeito hiperativo e esse ritmo acompanha seu livro de estréia como autora, o que curiosamente aconteceu após FML encontrar na leitura, até então um hábito desconhecido, um refúgio para um período acamada durante uma gravidez de risco.

Nina é uma garota de 16 anos que vive mudando de país por causa do trabalho de sua mãe, que é uma especialista em lentes especiais, que por sinal Nina usa por ter nascido com o olho diferente, lembrando o de uma cobra. Por esta vida que leva, Nina tem dificuldades em criar amizades.

A garota também é vítima de acontecimentos estranhos: várias vezes escapou da morte, o que a faz achar que é azarada. Estes episódios deixam sua mãe incrivelmente nervosa, chegando a mudar novamente após estes “acidentes”. Este jeito da mãe, superprotetora e extremamente preocupada, causa desconfiança em na filha que desconfia que exista algo por trás de todo esse medo.

Quando se mudam pela segunda vez para New York, a mãe de Nina dá esperanças pra garota de fixar um lar na cidade. Animadíssima, ela já pensa nas amizades que fará no novo colégio e fica ainda mais feliz em saber que sua chegada coincidiu com a chegada de outros alunos, assim todos já têm algo em comum para formar um laço.

Logo no começo ela conhece Kevin, que demonstra estar interessado em algo a mais, além de se mostrar um rapaz bom e preocupado com Nina.

Depois chega mais um rapaz, Richard, que é estranho, sombrio e demonstra traços de maldade. Curiosamente, ele decide “infernizar” a vida de Nina.

A partir daí é emoção atrás de emoção. O livro traz em seu enredo muitos mistérios e uma nova forma de ver a morte. Mais que isso eu daria spoiler a vocês, então deixo na curiosidade para que leiam.

Não Pare me surpreendeu muito por ter uma temática de fantasia que não tinha visto até então na literatura brasileira, além de ser bem original, mesmo comparado a livros de outros países . Os cenários que se passam fora do Brasil ajuda a constatar que FML sofreu fortes influências na literatura estrangeira.

Os personagens têm características bem definidas e os protagonistas masculinos te deixam com vários sentimentos distintos. Nada é o que parece e o leitor se vê mudando de lado algumas vezes.

O livro é bem dinâmico, o que não torna a leitura chata. Só me deixou com mais vontade de terminar a trilogia, que é completará pelas sequências “Não Olhe!” e “Não Fuja!”, todos publicados pela editora Valentina.

Se alguém já leu, compartilhe suas impressões comigo.

Até mais!

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Senhora – José de Alencar

Olá, Pessoal!

Já deu pra notar que nosso blog é bem eclético, não é mesmo? Falamos de suspense, young adult, romance, fantasia…  E o assunto de hoje é literatura nacional!

Uma das categorias da #mldeférias era “Um livro que você deveria ter lido na escola, mas não leu” e logo vi a oportunidade de encaixar esse clássico da nossa literatura, o qual já tinha ouvido muito falar. Minha irmã gostou tanto que o leu duas vezes! Então, movida pela curiosidade resolvi quebrar mais uma barreira (ou um preconceito, whatever!) e li meu primeiro livro deste gênero.

Antes, é interessante saber que o José de Alencar foi um escritor cearense do século XIX, também autor de outros romances como Iracema, Diva, Lucíola e O Guarani. Hoje, falaremos de Senhora.

Sinopse:

“Senhora” é uma obra diferente de seu tempo, já que não é conduzido de um ponto de vista masculino, mas sim por uma mulher que traz para si a qualidade de sujeito da história. O tema central desse romance é o casamento por interesse, que José de Alencar transforma em uma espécie de transação comercial ao dividir a obra em quatro partes com nomes bem sugestivos: O Preço, Quitação, Posse e Resgate. Romance romântico com toques de realismo há em “Senhora”, por meio de sua personagem principal, uma critica sobre o modo como o dinheiro importava na sociedade da época. Seu autor procurou mostrar como a riqueza içava as pessoas por entre a alta sociedade, e como a falta de dinheiro as depreciava, como mostra ao relatar a vida de Aurélia, que vai do começo pobre à ascendência após receber a herança de seu avô.”

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A história, narrada em terceira pessoa, onde o narrador acompanha diferentes cenários, é sobre Aurélia, moça do Rio de Janeiro, cuja única riqueza que tinha era sua beleza, mas que de repente se vê só e única herdeira de seu avô, fazendeiro rico, que até a pouco tempo não a reconhecia como neta legítima, por ser fruto de um casamento em segredo de seu filho.

Aos 19 anos, Aurélia é alvo de cobiça dos homens por ser linda, inteligente, educada e agora rica, que se torna cada vez mais conhecida na alta sociedade. Porém está na idade de casar e então escolhe uma pessoa em especial: Fernando Seixas, moço pobre, porém elegante e trabalhador. Com o objetivo em mente, a menina pede ao seu tutor que seja oferecido a Seixas cem contos de réis para casar-se com ela, sem que ele saiba, antes de aceitar, quem é a noiva. Após o sim do rapaz, chega o dia de conhecê-la e uma surpresa é revelada: Aurélia é uma velha conhecida, com quem ele divide uma história em comum.

O que acontece depois, qual o objetivo deste casamento, o que Aurélia sente por Seixas, isso não vou revelar, pois não quero dar spoilers. Mas o que devem saber é que esta é uma história sobre as várias faces do amor e o que ele pode provocar.

O romance foi publicado em 1874 e como é de se esperar, a linguagem é extremamente formal e muitas das palavras não são utilizadas atualmente, o que dificulta muito a leitura. Havia adquirido um exemplar econômico dele (da editora Ciranda Cultural), mas também tinha um e-book. Apelei para este segundo, já que leio no LEV que tem a vantagem de clicar numa palavra para acessar seu significado no dicionário (nunca usei tanto esta ferramenta!). Aconselho a quem queira ler o livro físico, que deixe um dicionário do lado.

Apesar das dificuldades desta pessoa que vive na era de linguagem de MSN, adorei o livro, que é bastante rico em detalhes que nos faz compor cada cena em nossa imaginação. Sem contar que é uma história bem diferente das que tenho lido. Fiquei feliz pela iniciação à literatura nacional e já quero ler mais livros de José de Alencar.

“Senhora” já foi novela em 1975 na Globo e a história de Aurélia também foi contada pela Record na minissérie “Essas Mulheres” em 2005.

Alguém mais lê livros do gênero? Têm algum para indicar?

Até a proxima!