Saga A Maldição do Tigre: Resenha

tigre

Para quem ainda não leu esta saga, A Maldição do Tigre conta a história de Kelsey Hayes, jovem que decide trabalhar num circo alimentando o Tigre Branco Ren. O que ela ainda não sabe é que Ren é Dhiren, um príncipe indiano que está aprisionado no corpo do animal há alguns séculos e logo a menina vai embarcar numa jornada em busca da liberade de Ren e seu irmão Kishan. Para isso, contará com a ajuda da Deusa Durga e do Sr. Kadam, que cuida do patrimônio da família dos Tigres, para decifrar mensagens secretas em busca de novas orientações e desafios a enfrentar. Durante toda a saga, os Tigres tem o poder de se transformarem em humanos cada vez por mais tempo, de acordo com as tarefas que forem cumprindo. E é lógico que Ren e Kishan como humanos irão lutar pela atenção e pelo amor de Kelsey. Afinal, o que é uma Saga de sucesso sem um triângulo amoroso?

Esta saga instiga, principalmente quem curte mitologia, pois é o diferencial da história. Durante toda a leitura me questionava sobre o trabalho que a autora Colleen Houck teve com pesquisas sobre mitologia para montar este conto.

Bom, isso é o que você precisa saber se ainda está decidindo se lê ou não. Agora, se você já leu, pode continuar esta resenha, pois vou compartilhar contigo o que achei dos quatro livros.

 

O QUE ACHEI? (CONTÉM SPOILERS)

 

O primeiro livro, A Maldição do Tigre, li rapidamente, pois confesso que minha curiosidade inicial era saber como os tigres se transformavam. É nesse livro também que conhecemos mais a Kelsey. O livro gira em torno de Kelsey e Ren e a química que surge entre os dois desde que ela a conhece como tigre.

O segundo livro, O Resgate do Tigre, é definitivamente o meu favorito. Por quê? Primeiro porque começa bem humorado com Kelsey tentando uma vida nova tentando esquecer Ren, saindo com vários rapazes. Mas então Ren ressurge e fica naquela provocação de quem aguenta resistir por mais tempo. Quando ela finalmente dá o braço a torcer, Ren é capturado por Lokesh e então Kelsey continua sua jornada entre lugares distantes e figuras mitológicas junto a Kishan. Sim, Kishan é o meu favorito! Na minha cabeça ele é mais bonito, mais divertido… Adoro quando ele banca o atrevido com a Kelsey.

Em A Viagem do Tigre, a leitura já começou a ficar mais lenta, pois fica difícil assimilar tanta informação (nomes de Deuses, mensagens subliminares etc), então tive que ler bem tranquila, sem pressa. Nessa parte dá impressão que a Kelsey pode desistir a qualquer momento. Eu desistiria ao encontrar qualquer um dos cinco dragões. Achei os trabalhos mais difíceis que ela teve que enfrentar.

Finalmente, em o Destino do Tigre, é que tudo fica claro (apesar de eu ter achado a morte do Kadan desnecessária, mas sempre tem que ter um drama). Demorei bastante pra ler este último livro, mas depois do meio, as perguntas vão sendo respondidas. Colleen foi brilhante ao fazer a viagem no tempo, colocando Kelsey como personagem essencial na transformação de Anamika em Durga. Foi então que entendi o porquê dos empréstimos e presentes de Durga a Kelsey, o porquê dela ter que passar por tudo que passou e foi como foi explicada a escolha de Kelsey por Ren (mesmo que em toda saga tenha ficado claro que ele era o favorito dela),  já que na verdade Kishan era Damon, o tigre de Durga. Também achei lindo como foi esclarecida a visão que Kishan teve no segundo livro, de Kelsey com um bebê no colo.

Ao final dos livros, a sensação é que a autora soube muito bem o que queria desde o começo e não fez quatro livros apenas para vender após o sucesso do primeiro.

Ainda tem A Promessa do Tigre, conto sobre Yesubai, primeiro amor de Kishan e filha do feiticeiro Lokesh. Não li, mas em breve vou ler e prometo um novo post sobre ele.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Coroa (Kiera Cass): Resenha

 

 

Vamos começar nosso blog com a resenha deste lançamento fresquinho: A Coroa.

a-coroaO livro há muito tempo vem sendo aguardado para dar uma conclusão para a coleção “A Seleção”, escrito pela autora Kiera Cass.

Enquanto A Seleção, A Elite e A Escolha, três primeiros livros da série, contam a história do triângulo amoroso Maxon (o príncipe), America e Aspen, no meio de uma competição entre 35 moças competindo pelo título de princesa e esposa de Maxon, A Herdeira, o quarto livro, se passa anos depois, com a filha de Maxon, Eadlyn, tendo que escolher entre 35 rapazes, quem será seu futuro marido. O livro termina num ponto crucial, onde sua mãe sofre um infarto e não temos pista alguma sobre quem será o escolhido de Eadlyn, já que ela, que nem mesmo queria continuar com a seleção, agora acha em todos alguma coisa que a pode fazer se apaixonar.

A Coroa é a continuação de A Herdeira. Vejam a sinopse da editora:

“Em A herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira princesa a passar por sua própria Seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração prega peças… E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil — e importante — do que esperava.”

 

O QUE EU ACHEI? 

 

Começando pelo grande suspense que foi o infarto de America: acho que A Coroa deu pouco foco a esse acontecimento, tratou como um fato qualquer. Porém com a leitura do livro podemos entender o porquê da Kiera ter feito isso com a America. Aliás, ela conseguiu amarrar bem a série, juntando as peças do quebra-cabeça ao longo do livro.

O ponto principal deste último livro, com certeza foi o amadurecimento de Eadlyn, que passou de menina mimada e egoísta, a uma garota responsável, preocupada com todos e principalmente que aprendeu a valorizar sua família e enxergar além das aparências da vida no Palácio.

Também temos neste livro a introdução de um novo personagem: Marid (mais um com nome estranho, rs), herdeiro da família Illéa que volta à vida dos Schreave na tentativa de controlar o povo e acaba sendo pivô de rumores de um possível novo romance extra-seleção.

Também teve mistérios em torno do selecionado Hale, da Srta. Brice e finalmente consegui gostar da Josie.

Gostei muito do livro, pois a autora conseguiu dar um bom desfecho à série. Não sei como a Kiera consegue, mas em todos os livros dela eu começo a ler e termino rapidamente sem nem perceber, pois é uma leitura fácil que vai te levando.

Enfim, não deixou a desejar, não ficou faltando. Há boatos que a Kiera possa escrever um próximo livro. Sinceramente acho que valeria a pena um novo livro de contos com as historias de Srta. Brice, Marid, Kile e Ahren.

 

OPINIÃO COM SPOILER

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Ainda não superei o final, gostaria muito que a Eadlyn ficasse com o Kile. Eu sempre fui #TeamKile!!! Ficava desesperada por um encontro de Kile e Eadlyn em “A Herdeira”.  Porém gostei da Kiera ter mudado e colocado alguém que não estava participando da Seleção, pois trouxe a história mais para a relalidade, não se tornou mais um conto de fadas, nem tornou a vida da Eadlyn uma releitura de Maxon e America.

E o Marid? Nunca me enganou. Sabia que era interesse puro desde o começo…

A Kiera também foi bem esperta ao arranjar uma amante para o rei Clarkson. Não sei vocês, mas achei o Clarkson de “Felizes Para Sempre” uma pessoa totalmente diferente do personagem de “A Seleção”. Essa revelação de que ele não era esse homem nem mesmo com a rainha fez mais sentido pra mim.

E vocês, gostaram do final?