O Segredo do Meu Marido – Liane Moriarty

Olá, leitores!

Vocês leram a última resenha de “Pequenas Grandes Mentiras”? Então, eu gostei tanto da escrita da Liane Moriarty que resolvi ler mais um livro dela: “O Segredo do meu marido”. E esse será nosso livro resenhado de hoje, também publicado pela editora Intrínseca.

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A história, narrada em terceira pessoa, começa acompanhando a vida de Cecília, vendedora de Tupperware e mãe de três filhas. Revirando suas coisas, Cecília encontra uma carta lacrada escrita por seu marido com instruções para abertura apenas após a morte dele. Intrigada, Cecília se pergunta que revelações podem conter nesta carta e cada ato do marido passa a ser suspeito. A grande dúvida é: abrir ou não abrir?

A partir do segundo capítulo, assim como em “Pequenas Grandes Mentiras”, o livro começa a focar na vida de outros personagens, intercaladamente: Tess que vem passar um tempo com sua mãe após seu marido e sua prima e melhor amiga terem se declarado apaixonados; e Rachel, diretora de uma escola infantil que vive luto eterno pela filha que morreu de forma trágica há muitos anos quando ainda era adolescente.

No começo fica meio confuso, mas logo entendemos como a vida destas mulheres se encontram em alguma parte da história.

O segredo é revelado mais ou menos no meio do livro e confesso que é bem previsível, porém a grande questão da história é como este segredo afetará a vida de todos os personagens e quais as consequências que sua revelação pode ter.

A escrita de Liane é interessantíssima, pois fala sobre acontecimentos reais, coisas que podem e acontecem a todo tempo com qualquer pessoa. É como se fosse colocada uma lupa na vida alheia, onde cada problema é vasculhado de todos os ângulos. O luto de Rachel, por exemplo, foi mostrado de forma que nunca imaginei que uma pessoa que perder alguém muito próximo pensaria. Em um trecho do livro, ela comenta que todos envelheceram e sua filha continua com a mesma idade. Parece uma confissão e não uma narrativa de ficção.

Este livro me impactou por suas lições, que são muitas. Dentre elas, sempre se colocar no lugar do próximo para ter um nova perspectiva de cada situação, e a principal lição, que é algo que sempre acreditei: uma escolha muda toda a sua vida!

Dou 5 estrelas não só para a história, mas também para a autora, que escreve de forma peculiar.

Espero que tenham gostado!

Até mais!

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O ADULTO – GILLIAN FLYN

E aí, Pessoal?

A resenha de hoje é uma dica para quem quer uma boa história, porém está com pouco tempo para ler. Trata-se do conto “O Adulto” da autora Gillian Flyn.

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“Uma jovem ganha a vida praticando pequenas fraudes. Seu principal talento é a capacidade de dizer às pessoas exatamente o que elas querem ouvir, e sua mais recente ocupação consiste em se passar por vidente, oferecendo o serviço de leitura de aura para donas de casa ricas e tristes. Certo dia, ela atende Susan Burke, que se mudou há pouco tempo para a cidade com o marido, o filho pequeno e o enteado adolescente.
Experiente observadora do comportamento humano, a falsa sensitiva logo enxerga em Susan uma mulher desesperada por injetar um pouco de emoção em sua vida monótona e planeja tirar vantagem da situação. No entanto, quando visita a impressionante mansão dos Burke, que Susan acredita ser a causa de seus problemas, e se depara com acontecimentos aterrorizantes, a jovem se convence de que há algo tenebroso à espreita. Agora, ela precisa descobrir onde o mal se esconde, e como escapar dele. Se é que há alguma chance.”

A jovem protagonista é uma mulher que foi criada com toda a malandragem das ruas. Começou pedindo esmolas e desde pequena aprendeu a observar as pessoas e utilizar a melhor tática para cada uma delas. Atualmente trabalhando no Mãos Espirituais, lugar onde ganhava a vida dando prazer aos homens através de suas mãos ( é isso mesmo que você está pensando!), teve que ser “transferida” de setor por ter desenvolvido a Síndrome do Túnel de Carpo (chega a ser engraçado). Então eis que agora ela ganha a vida fazendo o que sabe melhor: ler as expressões das pessoas e dizer o que querem ouvir. Ela agora é uma vidente charlatã.

Um belo dia, chega Susan Burke: uma mulher que parece ter dinheiro, mas se mostra totalmente deprimida. A “vidente” logo vê uma oportunidade de um bom negócio às custas do sofrimento de Susan, que acredita ter algo amaldiçoado em sua casa que está influenciando o comportamento de seu enteado de 15 anos, Miles.

Após uma visita para fazer uma “limpeza” na casa de Susan, a vidente descobre que tem algo realmente estranho na casa e mesmo assustada, resolve investigar o passado do local, ao mesmo tempo que coisas sinistras acontecem.

Com pouco mais de 50 páginas, o conto, que é narrado em primeira pessoa, mostra uma protagonista bem construída, onde Gillian teve a preocupação de mostrar o olhar de uma pessoa que viveu se aproveitando das pessoas com um conhecimento adquirido através da observação. Me pareceu que é exatamente como pessoas reais nesta situação pensam.

Com uma leitura que dura em média uma hora, o conto a príncipio me fez dar boas risadas, trouxe um suspense após a inserção da personagem Susan e uma grande surpresa no Grand Finale.

Tido como uma homenagem às clássicas histórias de terror, “O Adulto” nos traz um misto de sentimentos em poucos minutos.

Na minha opinião é uma história surpreendente e mesmo sem ter lido nada da autora, já comecei a leitura com grandes expectativas, pois ela escreveu o livro “Garota Exemplar” (que tenho e ainda não li), que deu origem a um dos meus filmes favoritos, que também surpreende bastante.

O conto foi eleito o melhor de 2015, ganhando o Edgar Award.

E vocês: têm sugestões de bons contos?

Até a próxima!

Caixa de Pássaros – Não Abra os Olhos

Olá!

O post de hoje é para os amantes de suspense!

“Caixa de Pássaros”´, escrito por Josh Malerman e publicado pela Editora Intrínseca, conta a história de um mistério que dizimou a vida no mundo.

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Há quatro anos, Malorie descobre que está grávida em consequência de um relacionamento passageiro. Ao mesmo tempo, algo estranho começa a acontecer pelo mundo: misteriosamente começam a ocorrer assassinatos e suicídios sem motivos. O boato é que as pessoas comecem a ter estas atitudes após ver algo. Os acontecimentos tornam-se cada vez mais comuns, até que o fenômeno chega à sua cidade. As pessoas então param de sair de casa, de trabalhar e se for necessário sair, passam a andar vendadas. Logo o local torna-se uma cidade fantasma e Malorie toma medidas desesperadas para proteger a si e à criança que gera. Reaprender a fazer as coisas sem utilizar a visão torna-se um desafio e deixa cada vez mais evidente o medo de como Malorie poderá dar à luz e criar alguém nessas condições.

Nos dias atuais, com as crianças com 4 anos, Malorie resolve finalmente sair de casa após muito tempo treinando a audição das crianças, em busca de um lugar seguro. E é assim que o livro se inicia. Porém não será uma jornada fácil: perigos, animais, seres desconhecidos os acompanham no trajeto. Será que Malorie vai conseguir chegar aonde quer?

Como já deu pra perceber, o livro intercala os capítulos que contam como tudo  começou e a aventura atual de Malorie. O livro é narrado em terceira pessoa, mas na visão da personagem principal.

Ao ler “Caixa de Pássaros”, um misto de emoções tomou conta de mim: a agonia de não saber o que fazia as pessoas se matarem, a pena pelas situações vividas por Malorie, a compaixão pelas crianças inocentes e a mesmo tempo tão maduras, a imaginação de passar por esta situação (Deus me livre!).

O livro chega a ter momentos de um terror leve e sem dúvida tem um enredo bem original que me prendeu do início ao fim. Também é um livro para usar a imaginação, pois ao longo da leitura muitas perguntas são feitas e algumas respostas ficam nas entrelinhas.

No geral, dou nota 9 ao livro, pois esperava mais do final, apesar de ter gostado.

E vocês, curtem suspense? Se sim, leiam “Caixa de Pássaros”!

Beijos e até a próxima!

 

 

 

 

Não Fale com Estranhos

Oi!

No último sábado terminei de ler “Não fale com estranhos”, último livro de Harlan Coben, lançado recentemente pela editora Arqueiro.

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Que saber se vale a pena ler? Então vamos à sinopse e logo falo sobre o livro:

“O estranho aparece do nada e, com poucas palavras, destrói o mundo de Adam Price. Sua identidade é desconhecida. Suas motivações são obscuras. Mas suas revelações são dolorosamente incontestáveis. 

Adam levava uma “vida dos sonhos” ao lado da esposa, Corinne, e dos dois filhos. Quando o estranho o aborda para contar um segredo estarrecedor sobre sua esposa, ele percebe a fragilidade do sonho que construiu: teria sido tudo uma grande mentira? 

Assombrado pela dúvida, Adam decide confrontar Corinne, e a imagem de perfeição que criou em torno dela começa a ruir. Ao investigar a história por conta própria, acaba se envolvendo num universo sombrio repleto de mentiras, chantagens e assassinatos.

Intrigante e perturbador, Não fale com estranhos é mais que um suspense de tirar o fôlego. É uma reflexão sobre o bem e o mal, o amor e o ódio, o certo e o errado, os segredos, as mentiras e suas consequências devastadoras.”

O livro é narrado em terceira pessoa e começa com a abordagem do estranho à Adam, que após saber um segredo que sua esposa guardou e que poderia ter mudado o rumo de suas vidas, investiga o fato e ao saber a verdade, pressiona Corinne para que confesse tudo. Ela não dá muitas explicações e um dia, após Corinne sair para trabalhar, manda uma mensagem para Adam pedindo um tempo e o deixando sozinho com os dois filhos. Ninguém consegue localizar Corinne e Adam começa a investigar onde a mulher possa estar, o que a motivou a guardar tais segredos e porque se afastou. Ao mesmo tempo, apesar do foco do livro ser o paradeiro de Corinne, alguns capítulos contam o que acontece com outras pessoas, nem sempre ligadas a Adam, mas sempre ligadas ao estranho.

No desenrolar do livro, vamos ligando um acontecimento ao outro, quando finalmente encontramos o que liga todos os personagens.

O livro mostra até onde as pessoas estão dispostas a ir para proteger seus segredos ou sua família e como nada ficará escondido para sempre.

Harlan Coben, como sempre, tece suas histórias com muito talento, sempre nos surpreendendo com o final. Porém, acho que o livro deixou algumas dúvidas sobre um dos personagens sem resposta.

Nos agradecimentos finais, algo interessante: Harlan agradece nomes que são de muitos personagens do livro. Essas pessoas fizeram doações para instituições de caridade em troca de ter seus nomes na obra de Harlan.

Ótimo livro, ótima ação!

Coloquem o livro na sua lista! Vocês vão gostar!

P.S.: A gatinha fofa da foto é a Katniss que acha que é modelo do blog! Tem mais fotos dela no instagram 🙂

As Gêmeas do Gelo

 E aí, Pessoal?

A resenha de hoje é o thriller psicológico “As Gêmeas do Gelo”, que recebemos no Mochilão Record. O livro foi escrito por S.K. Tremayne, que é um pseudônimo de um jornalista britânico.

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Não tinha ouvido falar do livro até ganhar, mas o próprio pessoal da Record falou muito bem, inclusive dizendo ser  melhor que “A Garota no trem”. Como adoro um suspense, resolvi colocar na minha lista de leitura. Vejam a sinopse:

“Um thriller psicológico aterrorizante perfeito para os fãs de A Garota no Trem. Um ano depois de Lydia, uma de suas filhas gêmeas idênticas, morrer em um acidente, Angus e Sarah Moorcroft se mudam para a pequena ilha escocesa que Angus herdou da avó, na esperança de conseguirem juntar os pedaços de suas vidas destroçadas. Mas quando sua filha sobrevivente, Kirstie, afirma que eles estão confundindo a sua identidade — que ela é, na verdade, Lydia — o mundo deles desaba mais uma vez. Quando uma violenta tempestade deixa Sarah e Kirstie (ou será Lydia?) confinadas naquela ilha, a mãe é torturada pelo passado — o que realmente aconteceu naquele dia fatídico, em que uma de suas filhas morreu?”

O título do livro faz menção ao dia mais frio do ano, que foi a data do nascimento das gêmeas e a cor de seus cabelos, brancos como neve.

O livro é narrado alternadamente por Sarah, a mãe das meninas, contando sua visão, e em terceira pessoa, contando os acontecimentos do dia a dia do pai, Angus. Não entendi porque o Angus não narrou estas partes. Talvez tenha sido intenção do escritor enfatizar o sentimento da mãe no meio disso tudo.

Lydia morreu numa noite em que as gêmeas estavam na casa dos pais de Sarah, só as três, e de repente Sarah ouve um grito de Kirsten. A menina gritava na sacada que Lydia tinha caído.

Um ano depois, decidindo recomeçar suas vidas, o casal resolve se mudar com a sua filha Kirsten para uma pequena ilha na Escócia, que Angus herdou de sua avó. A casa está bem acabada e precisa de sérios reparos, mas eles partem esperançosos de diminuírem a dor que sentem pela perda.

“Todo amor é uma forma de suicídio”

Logo no primeiro capítulo, numa conversa entre Sarah e Kirsten, a menina pergunta pra mãe porque ela a chama de Kirsten, já que ela é a Lydia e quem morreu, na verdade, foi a Kirsten. Daí o livro começa a explorar a confusão junto com as adaptações de uma nova vida da família. Kirsten (ou seria Lydia?), além dessa afirmação, às vezes refere-se a si mesma como “nós”, algumas vezes diz brincar com a irmã e surgem no leitor (e nos pais da menina) algumas dúvidas: 1)Foi cometido um engano quanto à identidade da gêmea que morreu? Afinal a única garantia que foi Lydia quem morreu foi sua irmã gritando seu nome na hora da queda; 2)Estaria a gêmea morta habitando o corpo da gêmea que restou?; 3)Estaria a menina mentindo ou confusa sobre a morte da irmã? 4)O fantasma da gêmea morta aparece para a irmã?

O livro vai te levando a vários caminhos, várias expectativas e o leitor vivencia o psicológico da mãe bem abalado com toda essa situação, o pai tentando salvar sua família e a filha sofrendo para ser compreendida. Também tem algumas fotos para ajudar o leitor a construir a imagem dessa casa sombria que os personagens passam a viver.

Tive várias ideias de como seria o final, que acabou sendo um pouco de cada coisa que passou pela minha cabeça, rs, apesar de eu ter achado que o livro não teve muita oscilação nos sentimentos que provocaram. Em toda a leitura fiquei apreensiva, porém não há uma parte que eu tenha considerado o ápice da história.

No desfecho da história, voltei algumas páginas para reler e entender melhor, rs. Tem que ler com calma, pois às vezes até o leitor fica perdido.

O livro foi bom, teve um enredo diferente e recomendo a todos.  Gostei bastante da escrita do autor e o jeito que ela te prende.

Até mais!