As Gêmeas do Gelo

 E aí, Pessoal?

A resenha de hoje é o thriller psicológico “As Gêmeas do Gelo”, que recebemos no Mochilão Record. O livro foi escrito por S.K. Tremayne, que é um pseudônimo de um jornalista britânico.

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Não tinha ouvido falar do livro até ganhar, mas o próprio pessoal da Record falou muito bem, inclusive dizendo ser  melhor que “A Garota no trem”. Como adoro um suspense, resolvi colocar na minha lista de leitura. Vejam a sinopse:

“Um thriller psicológico aterrorizante perfeito para os fãs de A Garota no Trem. Um ano depois de Lydia, uma de suas filhas gêmeas idênticas, morrer em um acidente, Angus e Sarah Moorcroft se mudam para a pequena ilha escocesa que Angus herdou da avó, na esperança de conseguirem juntar os pedaços de suas vidas destroçadas. Mas quando sua filha sobrevivente, Kirstie, afirma que eles estão confundindo a sua identidade — que ela é, na verdade, Lydia — o mundo deles desaba mais uma vez. Quando uma violenta tempestade deixa Sarah e Kirstie (ou será Lydia?) confinadas naquela ilha, a mãe é torturada pelo passado — o que realmente aconteceu naquele dia fatídico, em que uma de suas filhas morreu?”

O título do livro faz menção ao dia mais frio do ano, que foi a data do nascimento das gêmeas e a cor de seus cabelos, brancos como neve.

O livro é narrado alternadamente por Sarah, a mãe das meninas, contando sua visão, e em terceira pessoa, contando os acontecimentos do dia a dia do pai, Angus. Não entendi porque o Angus não narrou estas partes. Talvez tenha sido intenção do escritor enfatizar o sentimento da mãe no meio disso tudo.

Lydia morreu numa noite em que as gêmeas estavam na casa dos pais de Sarah, só as três, e de repente Sarah ouve um grito de Kirsten. A menina gritava na sacada que Lydia tinha caído.

Um ano depois, decidindo recomeçar suas vidas, o casal resolve se mudar com a sua filha Kirsten para uma pequena ilha na Escócia, que Angus herdou de sua avó. A casa está bem acabada e precisa de sérios reparos, mas eles partem esperançosos de diminuírem a dor que sentem pela perda.

“Todo amor é uma forma de suicídio”

Logo no primeiro capítulo, numa conversa entre Sarah e Kirsten, a menina pergunta pra mãe porque ela a chama de Kirsten, já que ela é a Lydia e quem morreu, na verdade, foi a Kirsten. Daí o livro começa a explorar a confusão junto com as adaptações de uma nova vida da família. Kirsten (ou seria Lydia?), além dessa afirmação, às vezes refere-se a si mesma como “nós”, algumas vezes diz brincar com a irmã e surgem no leitor (e nos pais da menina) algumas dúvidas: 1)Foi cometido um engano quanto à identidade da gêmea que morreu? Afinal a única garantia que foi Lydia quem morreu foi sua irmã gritando seu nome na hora da queda; 2)Estaria a gêmea morta habitando o corpo da gêmea que restou?; 3)Estaria a menina mentindo ou confusa sobre a morte da irmã? 4)O fantasma da gêmea morta aparece para a irmã?

O livro vai te levando a vários caminhos, várias expectativas e o leitor vivencia o psicológico da mãe bem abalado com toda essa situação, o pai tentando salvar sua família e a filha sofrendo para ser compreendida. Também tem algumas fotos para ajudar o leitor a construir a imagem dessa casa sombria que os personagens passam a viver.

Tive várias ideias de como seria o final, que acabou sendo um pouco de cada coisa que passou pela minha cabeça, rs, apesar de eu ter achado que o livro não teve muita oscilação nos sentimentos que provocaram. Em toda a leitura fiquei apreensiva, porém não há uma parte que eu tenha considerado o ápice da história.

No desfecho da história, voltei algumas páginas para reler e entender melhor, rs. Tem que ler com calma, pois às vezes até o leitor fica perdido.

O livro foi bom, teve um enredo diferente e recomendo a todos.  Gostei bastante da escrita do autor e o jeito que ela te prende.

Até mais!

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A garota no trem: Resenha

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Não sei vocês, mas livros com mistério, do tipo “Quem matou?” me atraem muito. Sou suspeita pra falar, pois por muito tempo fui viciada em Ágatha Christie que, pra mim,é a melhor no gênero.

Foi nessa vontade de sentir essa ansiedade por um final inesperado, que resolvi ler “A garota no trem”, de Paula Hawkins, publicado pela Editora Record. Confesso que já tinha o livro no meu aplicativo do ibook, depois passei pro LEV. Mas foi só saber que o trailer tinha sido divulgado que me apressei a ler.

Vamos ao livro:

Rachel é uma mulher sozinha, que sofre com a rejeição, pois seu ex-marido Tom a trocou por Anna, após ela ter se afundado no vício em álcool. Cada dia é mais difícil controlar a vontade de beber e esse também é o motivo de se isolar no seu quarto, apesar de dividir o apartamento com sua amiga Cathy. Para evitar ser alvo de piedade e mais constrangimentos, Rachel sai todos os para pegar o trem, fazendo Cathy achar que ela ainda trabalha, apesar de ter sido demitida meses atrás em mais um episódio ocasionado pelo alcool. Nestas viagens de trem, ela observa atentamente a vida de uma casal em particular, cuja casa fica em frente aos trilhos.

O livro não é narrado apenas por Rachel. Ainda há duas narradoras: Anna, a nova esposa de Tom e Megan, a ex-babá do casal.

A notícia do sumiço de Megan é o ponto central da história e a narração simultânea das três personagens nos mostra aos poucos que elas têm mais em comum do que podem imaginar.

A personagem que mais me deu expectativas foi Rachel, talvez a mais sofredora da história e que causa pena e empatia no leitor. Por muitas vezes, nos faz odiar Anna por ter tomado sua casa, seu marido e a vida que Rachel gostaria de ter. Suas perdas de memória recorrente causadas pela bebida nos faz imaginar em que parte da história Rachel está. A própria personagem não sabe como o sumiço de Megan pode ter relação com os últimos dias da sua vida. Sua aproximação ao marido de Megan nos faz questionar se é motivada por sua carência ou por suas dúvidas.

Megan também mostra seus conflitos psicológicos, tendo problemas para dormir, mesmo ao lado de seu marido Scott que a ama. Também há um mistério em torno do que a faz perder o sono.

Anna causa inveja em Rachel com sua vida perfeita. Seu único problema são as recorrentes visitas e ligações de Rachel para Tom.

Gostei bastante do livro, pois imaginei várias possibilidades, mudei de ideia quanto aos personagens, ora sentindo empatia, ora sentindo raiva. Talvez a mensagem mais importante do livro foi como nem sempre podemos agir levando em conta nossos sentimentos. Ele mostra o amor de diversas formas, de diversos ângulos. E foca bastante no perfil psicológico dos personagens. No entanto, confesso que dentre tudo que imaginei, o final não passou pela minha cabeça, pois pra mim foi o final óbvio que poderia se pensar numa história assim. Ainda assim, estou ansiosa pra ver tudo transformado em filme.

Indico que todos leiam, pois o estilo da narrativa cativa, não é cansativo. A cada instante parece que estamos mais perto do final, então tudo muda de lado. Esses são alguns dos pontos positivos do livro.

No geral, dou uma nota 8,5!